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    CEO de Retailtech discute papel das startups no varejo nacional

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    Lucas Torres

    [email protected]

    Carlos Wayand representa a MOb2Con, plataforma especializada no segmento de inteligência de dados voltada para a eficiência operacional no varejo.

    Com a demanda crescente por tecnologia e inovação, tanto na interface direta com os clientes quanto na operação da empresa,  os varejistas brasileiros têm buscado a melhor forma de se modernizarem sem que haja necessidade de absorver ainda mais custos.

    Neste contexto, a formação de parcerias com startups especializadas em soluções para o setor – as chamadas retailtechs – têm sido uma alternativa explorada por organizações dos mais diferentes portes.

    Não por acaso, essas empresas estão se espalhando rapidamente no ecossistema de negócios do país. Atualmente estima-se que cerca de 270 já operam no território nacional.

    Para conhecer um pouco mais sobre essa realidade, nossa reportagem conversou com Carlos Wayand, CEO da MOb2Con, plataforma especializada no segmento de inteligência de dados voltada para a eficiência operacional no varejo.

    Confira a íntegra abaixo:

    NovoVarejo – Como as Retailtechs estão contribuindo para a implementação para a inovação no varejo brasileiro?

    Carlos Wayand – O varejo tradicional onde você comprava de um fornecedor colocava em sua loja e vendia para um consumidor, mudou muito. A quantidade de marcas, os tipos de produto cresceram muito, vc precisa colocar tecnologia para fazer esta escolha de uma forma mais assertiva inclusive para conhecer melhor o seu cliente, as retailtechs tem ajudado muito o varejo nesta jornada

    NV – Na percepção de vocês, os varejistas do país já olham os investimentos em inovação como centrais ou – muitas vezes – ainda os enxergam como gastos ‘secundários’ e até supérfluos?

    CW – O Varejo sempre investiu em tecnologia, seja para melhorar o processo de abastecimento das lojas, seja em meios de pagamento e também jogou muito dinheiro fora em “modinhas” que ainda não se consolidaram. 

    O Varejo que está fazendo bem o dever de casa, criou uma área de inovação, que olha o que tem de novidade e se esta novidade tem aderência ao seu negócio, para depois tomar uma decisão de trazer para dentro de casa. Sempre existiu uma limitação de recursos para tocar novas frentes e o comprar e vender sempre foi e sempre será a prioridade do varejo.
    Agora não pode assumir a síndrome de Gabriela ‘eu nasci assim ,eu cresci assim’.
    Lembrem da Olivetti e Remington que fabricavam excelentes máquinas de escrever.

    NV – De que maneira as retailtechs podem desonerar os movimentos de inovação no varejo, no sentido de poupar as empresas de ter seus próprios ‘times’ para desenvolver e administrar as novas tecnologias e processos implementados?

    CW – O Desenvolver e manter atualizado qualquer solução custa muito caro. A melhor solução no meu ponto de vista é ter bons parceiros que cuidam desta atividade, o que não é fácil, pois o grande desafio para as Retailtechs e terem dentro de casa, quem conheça o varejo e suas dores para que as soluções tragam realmente benefícios.

    NV – Quais são os segmentos do varejo que estão liderando a cultura da inovação no país? Qual deles ainda são mais lentos para adotar as inovações?

    CW – Esta é uma pergunta difícil de responder porque ela não tem uma única resposta.

    Vamos falar que Bancas de Jornais também se enquadram como um varejistas. Há  20 anos ter uma banca de jornal era um excelente negócio, hoje não é mais, pois a forma de consumir os produtos mudou. 

    As compras pela internet mudaram muito a forma de consumir em vários segmentos, mas o sensorial é importante para o consumidor, qual é o ponto de equilíbrio? Onde eu acho que existe a oportunidade e na melhoria das relações e no combater o desperdício ou seja onde estamos jogando dinheiro fora seja por parte do fornecedor seja por parte do varejo.Aí, o jogo deve mudar para o Ganha – Ganha e esta parte está muito lenta pois não é uma prioridade na pauta de nenhum dos lados e não é um movimento individual é um movimento que deveria ser orquestrado pelas associações.

    NV – Conte um pouco sobre a MOb2Con e em quais segmentos vocês atuam

    CW – Nosso foco está na Eficiência Operacional, desenvolvemos soluções para ajudar o varejo e a indústria a vender mais e lucrar mais com direcionamento operacional. 

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