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    Pesquisa IBEVAR-NovoVarejo avalia a vitalidade do mercado para 91 setores do varejo

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    Pesquisa exclusiva buscou responder a questão: quais setores têm e quais não têm futuro no varejo brasileiro?

    Mudanças tecnológicas, pandemia, crise econômica tudo isso junto vem mudando drasticamente as relações sociais. Uma dessas dimensões é, obviamente, o próprio comportamento de consumo dos indivíduos.

    Nesse contexto, o IBEVAR com o apoio do Novo Varejo realizou um estudo para responder a seguinte pergunta: o que tem futuro e o que já era no varejo?

    A avaliação da vitalidade do varejo como um todo pode e deve ser realizada por meio de uma análise abrangente do mercado considerando diversos indicadores.

    Algumas das principais formas de avaliação incluem:

    • Os dados financeiros das empresas do setor;
    • A pesquisa de satisfação dos clientes;
    • O volume de vendas;
    • O crescimento do setor em relação aos anos anteriores.

    No entanto, como explica o Presidente do IBEVAR, Prof. Dr. Claudio Felisoni de Angelo: “O varejo é caracterizado por uma ampla variedade de operações. Portanto, para obter uma visão mais precisa das condições reais dessas operações, é importante ampliar a classificação normalmente considerada. Para tanto, optou-se por monitorar a vitalidade de 91 setores do varejo brasileiro (Classificação CNAE – IBGE, incluindo varejo de bens e varejo de serviços) com base no saldo anual acumulado entrea abertura e fechamento de novas empresas no período de 2011 a 2023. Esse indicador reflete sinteticamente o crescimento ou declínio dos setores a partir do conjunto das empresas que os compõem”.

    Metodologia do Estudo

    Para facilitar as representações gráficas o índice foi colocado em uma escala de -1 a 1, onde evidentemente o valor -1 representa o ponto mais baixo e o +1 a referência máxima. Todos os noventa e um setores foram colocados seguindo a mesma representação, de modo que se pode compará-los. O que se observou?
    Os 91 setores foram agrupados em cinco grupos, considerando o potencial das empresas:

    • Grupo 1 – Crescimento
    • Grupo 2 – Resilientes instáveis
    • Grupo 3 – Instáveis e não promissores
    • Grupo 4 – Índice baixo de vitalidade
    • Grupo 5 – Absolutamente não promissores

    O Grupo I, “Crescimento”, é composto por 18 setores, assim se denomina porque apresenta expansão continua a despeito das mudanças estruturais e conjunturais. Resumidamente destaca-se a presença do delivery de alimentos, a importância do ramo voltado para os animais de estimação (pets), itens para a alta renda, entretenimento, ambulantes (crescimento calcado nos chamados Atacarejos), bebidas e peças e acessórios para eletroeletrônicos.

    Do Grupo II, Resilientes, fazem parte os setores que aumentaram consideravelmente o número total de operações varejistas no período 2011 a 2016, mas a partir de 2017, esse indicador passou a oscilar, mantendo-se, porém, em um patamar relativamente alto. Um exemplo marcante desse comportamento é o item “equipamentos de telefonia e comunicação”, cujo indicador cresceu muito com a pandemia e depois caiu, mas mantem-se em um patamar elevado.

    Agora o Grupo III, foi denominado “Instáveis e não promissores”. São os segmentos que atraíram negócios até 2015 e depois disso perderam a atratividade principalmente a partir de 2018. Nesse grupo já aparecem diversos setores com muitas pequenas empresas.

    Por sua vez o Grupo IV, são os setores com baixo Índice de vitalidade. Incorpora os setores com dificuldades ampliadas em relação ao anterior. Exemplos marcantes desse registro são: minimercados, açougues, docerias, móveis, artigos de madeira etc.

    Finalmente o Grupo V denominado “Absolutamente não promissores” se acentua ao máximo o baixo poder de atração desses setores. Exemplos: papelaria, lojas de cds e dvds, livrarias, tecidos, lojas de departamentos (Americanas) e hipermercados (competição com o Atacarejo). De acordo com a análise do grupo V, esses setores apresentam dificuldades em atrair consumidores devido à concorrência com outros mercados, a crescente popularidade de compras online e o baixo poder de fidelização dos clientes. Além disso, esses setores não oferecem uma experiência de compra diferenciada ou inovadora, tornando-se menos competitivos em relação a outros mercados.

    Essa pesquisa mapeia o setor de uma maneira completa e oferece uma rica análise de tendência de mercado em um futuro que não demora a chegar, já que o varejo está em um movimento acelerado nos últimos tempos.

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