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    A importância da disponibilidade no estoque

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    Especialista da Gofind analisa números de pesquisa sobre o impacto do estoque nas vendas e dá dicas para os varejistas

    Uma das questões mais urgentes para as indústrias, fabricantes de produtos e empresas que fornecem mercadorias é o controle da disponibilidade de estoque. – ou seja, ter o controle sobre a disponibilidade nos pontos de vendas. Um estudo, realizado em março de 2015, do GS1 US (organização sem fins lucrativos focada em desenvolver padrões que ajudam a tornar a gestão de uma empresa mais eficiente e eficaz) descobriu que, no varejo americano, por exemplo, em 63% do tempo, os estoques estão corretamente atualizados. Por este motivo, é imprescindível gerenciar o abastecimento das lojas e o armazenamento desses itens e, desta forma, garantir que estejam disponíveis para os possíveis compradores.

    A disponibilidade de produto nada mais é do que ter o controle sobre a quantidade de itens produzidos pela sua empresa que estão disponíveis para a venda ou distribuição nos estabelecimentos. “Isso acontece quando o consumidor consegue comprar o seu produto em uma loja. Em outras palavras, é o momento em que o comprador procura por determinado item e o encontrou disponível no estoque”, explica Cleison Dará, analista de marketing da Gofind, plataforma que cruza dados de oferta de produtos e demanda de consumidores para melhorar decisões nas indústrias.

    Sobretudo, a disponibilidade de estoque pode evitar prejuízos como a ruptura de estoque que causa redução nas vendas e impactam negativamente na percepção do consumidor com a marca, devido às dificuldades que este freguês encontra ao tentar comprar os produtos que deseja. Uma outra pesquisa, desta vez realizada pela Universidade Martins do Varejo, revelou que a ruptura pode representar uma queda de 5 a 10% nas vendas de uma empresa, e que 32% dos entrevistados disseram ir em outra loja quando não encontram o produto que procuravam.

    A falta de produtos em estoque, ou a indisponibilidade deles, pode ocasionar diversas desvantagens para a sua empresa. No ambiente online, por exemplo, essa experiência também pode acontecer, especialmente quando o consumidor procurar por um item na loja, adicionar ao carrinho e descobrir que não há produto em estoque. 

    Neste caso, o que as empresas tendem a fazer é gerar uma mensagem automática pedindo para que o usuário avise a loja e seja notificado quando houver reposição. Sabemos que ambas as situações são desagradáveis e geram desconforto ao cliente. Por isso, torna-se indispensável o controle sobre a disponibilidade de produtos, oferta sobre os itens mais procurados em estoque e ações de abastecimento inteligente de mercadorias.

    Erros no site e falta de atualização das informações, reabastecimento realizado sem a análise de dados relevantes para o negócio e a falta de organização dos agentes envolvidos (indústria, lojas e distribuidores), são alguns dos motivos mais comuns para a falta de estoque.

    Como garantir a disponibilidade de um produto

    Ter os produtos solicitados, em grande quantidade e disponíveis no estoque do varejo, é fundamental para que a empresa consiga atender seus clientes da melhor forma possível. Sem esse requisito, pode-se perder muitas oportunidades de negócios, tanto para concorrentes, quanto para a desistência da compra por parte do consumidor – gerando também insatisfação e redução no faturamento.

    Portanto, para que seja possível garantir a disponibilidade de uma mercadoria, é preciso gerenciar a rotatividade dos produtos, abastecimento e efetivação de novos pedidos com eficiência, utilizando as ferramentas e estratégias certas para esta finalidade. Isso porque, dificilmente uma indústria consegue ter o controle sobre a disponibilidade de suas mercadorias  nos estoques dos varejos, sobretudo pequenos e médios empreendimentos. 

    “Com isso, toda vez que uma ruptura ou a falta de produtos na gôndola ocorre, o shopper – aquele responsável pela compra do item – sente-se frustrado optando pela compra de outro semelhante ou desistindo da compra. Gerando uma percepção muito negativa por parte do consumidor, que deseja comprar com facilidade, agilidade e comodidade. Recorrendo, muitas vezes, aos estabelecimentos próximos da sua residência ou optando por comprar online”, afirma Dará.

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