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    5 tecnologias que vão blindar (ou ameaçar) o varejo em 2026

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    Segundo especialista da Cyber Economy Brasil, Criptografia Pós-Quântica e IA Generativa aplicada à fraude estarão entre os destaques do varejo em 2026

    Hoje em dia, a tecnologia já permite que diversas áreas do mercado varejista atuem de forma online, facilitando muitas vezes o processo de atendimento e de compra. No entanto, nos últimos anos, o varejo vive um momento de “segurança invisível”. Isso porque a tecnologia que atrai o cliente e gera receita (ROI) é a mesma que, se mal gerida, abre portas para prejuízos catastróficos. De acordo com dados da Serasa Experian, o varejo brasileiro sofreu uma tentativa de fraude a cada 2 minutos ao longo de 2025, representando uma alta de 4,1% em relação ao ano anterior.

    Para Fernando Dulinski, CEO da Cyber Economy Brasil, hub estratégico que atua para elevar a maturidade cibernética no país, integrando governança, dados e práticas de segurança, a sobrevivência digital do varejista dependerá do equilíbrio entre adotar inovações que impulsionam o ROI e mitigar riscos cada vez mais sofisticados.

    “Esse cenário confirma que, enquanto o setor busca reduzir a fricção para vender mais, o cibercrime utiliza tecnologias de ponta para escalar ataques”, aponta, em análise sobre as tendências do varejo em 2026.

    Pensando nisso, o especialista apresenta cinco tecnologias essenciais que estão se consolidando no mercado, equilibrando o ganho de negócio com o risco digital.

    1. Criptografia Pós-Quântica

    Embora os computadores quânticos de larga escala ainda estejam em maturação, o risco de “colher agora, descriptografar depois” tornou a Criptografia Pós-Quântica (PQC) uma prioridade. No que diz respeito ao ROI, a PQC protege o valor da marca e a propriedade intelectual de longo prazo, evitando multas astronômicas por vazamentos que poderiam ser explorados retroativamente. Por sua vez, a obsolescência dos padrões atuais (como RSA) pode tornar toda a infraestrutura de pagamentos vulnerável em poucos anos se a migração não começar agora.

    2. Biometria de Próxima Geração (Segurança Invisível)

    A biometria facial e comportamental evoluiu para a “autenticação invisível”, onde o cliente é validado sem precisar interromper o checkout. Assim, ela ajuda a reduzir drasticamente o abandono de carrinho (estimada em até 20% pela Serasa) e acelera o tempo de onboarding. Contudo, o armazenamento desses dados sensíveis é um pote de ouro para hackers. Se vazados, os dados biométricos não podem ser trocados como uma senha.

    3. IA Generativa Aplicada à Fraude (Deepfakes e Phishing)

    No varejo em 2026, a GenAI será usada por criminosos para criar vídeos, vozes e mensagens de suporte técnico hiper-realistas para enganar funcionários e clientes. Portanto, investir em ferramentas de detecção de GenAI evita perdas diretas com transferências fraudulentas e ataques de engenharia social. Porém, essa tecnologia oferece um alto risco cibernético. A Deloitte estima que fraudes envolvendo IA generativa atinjam US$ 40 bilhões globalmente até 2027, tornando os métodos tradicionais de verificação obsoletos.

    4. Agentes de IA e Comércio Agêntico

    Em 2026, os chatbots evoluíram para agentes autônomos que realizam compras e negociam preços diretamente com as plataformas de varejo. Com isso, automatizar totalmente o atendimento e fornecer a personalização em escala, aumenta a conversão sem necessidade de intervenção humana. Contudo, o Shadow AI – modelos não sancionados pela TI – pode criar brechas de segurança e permitir que agentes mal-intencionados manipulem algoritmos de precificação ou estoques.

    5. Identity Fabric (Malha de Identidade)

    Por fim, ao invés de silos de senhas, as empresas estão adotando uma malha de identidade que unifica usuários, dispositivos e máquinas em uma camada de confiança única. Isso permite que os custos operacionais com suporte de TI (reset de senhas) sejam reduzidos, além de melhorar a governança de dados. Em contrapartida, centralizar o controle de acesso exige uma estratégia de Zero Trust rigorosa; caso a malha seja comprometida, o atacante ganha as “chaves do reino”.

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