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    Conectividade inteligente: o elo invisível que redefine o varejo

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    Em artigo, o gerente de desenvolvimento de negócios para varejo da TP-Link Brasil, Ismael Mota, afirma que conectividade de qualidade é essencial para que varejista consiga oferecer uma experiência realmente integrada para seus clientes

    A Transformação Digital do varejo brasileiro tem avançado em ritmo acelerado, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais antigos, como a falta de integração entre o físico e o digital. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o comércio eletrônico deve fechar 2025 com faturamento  acima de R$234 bilhões, ou seja, 15% a mais do que no ano anterior, resultado que foi impulsionado pela personalização oferecida pela Inteligência Artificial (IA).

    Ismael Mota é gerente de desenvolvimento de negócios para varejo da TP-Link Brasil

    No entanto, mesmo que as compras virtuais estejam cada vez mais em ascensão, essa prática representa apenas 9% do faturamento brasileiro, fazendo com que as lojas físicas ainda ocupem mais de 90% da fatia no varejo local, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esses dados, portanto, mostram que o futuro não está em escolher entre um ou outro canal, mas sim em entender que o consumidor é o mesmo e espera uma experiência fluida, personalizada e conectada em qualquer ponto de contato.

    A ponte entre esses dois mundos está nos dados. Cada acesso à rede, transação e interação no ponto de venda geram informações valiosas sobre comportamento, jornada e preferências. Nesse cenário, o desafio é transformar essa massa de dados em decisões inteligentes que otimizem desde o estoque até o atendimento, passando pela logística e pelo marketing, cenário que só é possível com uma infraestrutura de conectividade capaz de sustentar a nova economia dos dados. 

    Isso porque cada vez mais lojas e marketplaces estão se tornando ecossistemas digitais complexos, com plataformas de e-commerce, sistemas de gestão de pedidos, CRM (Customer Relationship Management, ferramentas de automação e de BI (Business Intelligence) que demandam redes robustas, seguras e com alta disponibilidade. 

    Mas, de nada adianta ter ferramentas sem conectividade de qualidade para que o varejista consiga ter visibilidade sobre seu negócio, cruzar informações e oferecer uma experiência realmente integrada.

    No ambiente físico, uma vez que a conectividade inteligente também assume um papel estratégico por meio de redes Wi-Fi corporativas, que evoluíram de simples pontos de acesso para instrumentos de análise comportamental. Com isso, ao se conectar à rede, o cliente pode autorizar o compartilhamento de informações que, devidamente estruturadas, ajudam a compreender fluxos de visita, preferências de consumo e padrões de navegação. Isso, gera um data lake que pode ser usado para diferentes funções, que vai desde entender o comportamento dos consumidores, passando pela promoção de campanhas, até o impulsionamento das vendas.

    Dessa forma, a inteligência pode ser integrada a sistemas de estoque e plataformas de marketing, permitindo ações de personalização em tempo real e mais assertividade nas campanhas.

    A convergência entre conectividade e dados é, portanto, o divisor de águas do novo varejo. Quem enxergar a rede apenas como infraestrutura estará um passo atrás, pois ela é o cérebro que conecta operações, clientes e decisões estratégicas. Mais do que um meio, esse sistema tornou-se um ativo competitivo.

    O varejo do futuro será guiado por inteligência, que nasce da conexão. Para acompanhar o ritmo de um consumidor cada vez mais digital, omnicanal e exigente, é fundamental que as empresas invistam em redes preparadas para capturar, analisar e transformar dados em vantagem competitiva. Afinal, a verdadeira transformação não acontece na vitrine, e sim no que está por trás dela, que é a inteligência invisível que conecta tudo.

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