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    Reforma Tributária reposiciona centros de distribuição e prioriza velocidade no last mile

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    Foco no last mile está sendo impulsionado pela migração da tributação do local de origem para o destino (princípio do destino)

    A Reforma Tributária, que começou com a implementação gradual em 2026 e alíquotas-teste do IBS e CBS, está redefinindo as estratégias logísticas das empresas brasileiras.

    Com a migração da tributação do local de origem para o destino (princípio do destino), o fim progressivo dos incentivos fiscais regionais, ICMS que atraíam indústrias e centros de distribuição (CDs) para estados com vantagens tributárias, está forçando um reposicionamento geográfico das operações.

    Especialistas apontam que decisões sobre localização de CDs, antes fortemente influenciadas por vantagens fiscais, passam a priorizar critérios operacionais como proximidade ao mercado consumidor, redução de prazos de entrega e eficiência no chamado last mile.

    Essa mudança tende a acelerar a volta ou expansão de estruturas logísticas nos grandes centros urbanos e regiões de alta densidade de consumo, como o Sudeste, aumentando a pressão sobre a oferta já restrita de galpões classe A:

    “Com a Reforma Tributária, agora, o foco é na velocidade de entrega e na redução de custos logísticos reais. Em um mercado com vacância em mínimas históricas e déficit projetado de áreas de alta qualidade, as empresas precisam extrair o máximo das estruturas atuais”, afirma Jocelito Ribeiro, diretor comercial da Delta Industrial.

    O movimento já é observado em análises recentes do mercado: com a unificação de tributos e o estímulo à eficiência operacional, grandes players do varejo, e-commerce e indústria revisam malhas logísticas para encurtar rotas, reduzir estoques em trânsito e melhorar a experiência do cliente final.

    Regiões como São Paulo, Guarulhos e polos próximos aos grandes centros consumidores devem ganhar ainda mais atratividade; porém, o espaço físico é um novo desafio.

    “Soluções como mezaninos, sistemas de armazenagem vertical e layouts personalizados podem aumentar a capacidade em até 30% com investimentos bem menores que uma nova edificação, garantindo competitividade no last mile sem esperar pela expansão da oferta imobiliária”, finaliza Ribeiro.

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