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    Redução de desperdício gera R$ 31 milhões em receita incremental e avança como estratégia de eficiência operacional para o varejo

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    Food To Save mostra como grandes redes transformaram excedentes em redução de desperdício para ganhar de margem e otimizar processos

    A redução de desperdício deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a integrar a estratégia operacional de varejistas e indústrias de alimentos. Dados do Relatório de Impacto da Food To Save, app número 1 no combate ao desperdício de alimentos, mostram que a comercialização estruturada de excedentes gerou R$ 31 milhões em receita incremental e evitou o descarte de mais de 3 mil toneladas de alimentos, fortalecendo a margem e a eficiência das operações. O resultado evidencia que as perdas não são inevitáveis, mas reflexo direto de decisões de gestão, previsão de demanda e logística.

    Desperdício não é natural, é um reflexo da forma como as operações são planejadas. Empresas que integram a gestão de excedentes à rotina diária conseguem tomar decisões mais precisas sobre estoque, reposição e logística, transformando perdas em oportunidade de receita”, avalia Lucas Infante, CEO da Food To Save.

    No Brasil, cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas por ano, o equivalente a R$ 61,3 bilhões ou aproximadamente 3% do PIB, segundo o IBGE. Parte significativa dessas perdas ocorre dentro da própria cadeia, antes mesmo da chegada ao consumidor final, devido a falhas na previsão de demanda, ruptura de estoque, validade e giro abaixo do esperado. Transformar excedentes em valor não apenas reduz custos, mas melhora indicadores operacionais críticos, como giro de estoque, quebra e aproveitamento de produtos próximos ao vencimento.

    “Quando o excedente é tratado como indicador estratégico e não como algo inevitável, cada decisão de compra, reposição e ajuste de estoque passa a gerar impacto direto na margem e na sustentabilidade da operação. É nesse alinhamento entre eficiência e ESG que o varejo encontra vantagem competitiva”, analisa.

    Entre as companhias que mais avançaram em 2025 estão a Cacau Show, que resgatou 240 toneladas de alimentos, e o GPA, com 233 toneladas. O Grupo Supernosso recuperou 144 toneladas, o Grupo CRM 139 toneladas e o St Marche 72 toneladas. Além do impacto financeiro direto, a prática contribui para otimizar processos internos, melhorar a previsibilidade de estoque e reforçar a disciplina operacional, consolidando a redução de desperdício como uma ferramenta estratégica de eficiência operacional.

    “Desperdício é perda direta de margem. Quando a empresa passa a tratar o excedente como um indicador operacional, e não apenas como consequência do negócio, ela consegue capturar valor e aumentar eficiência”, pontua o CEO.

    O modelo de comercialização de excedentes já alcança mais de 10 mil estabelecimentos conectados à plataforma e 3 milhões de downloads registrados em 2025, mostrando que a abordagem ganha escala e reforça uma tendência mais ampla: tratar a redução de perdas como parte integrante da gestão operacional e financeira. Para 2026, a expectativa é que a agenda avance ainda mais, consolidando a redução de desperdício como ferramenta prática de eficiência e proteção de margem no varejo e na indústria de alimentos, integrando sustentabilidade e performance de forma concreta.

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