Uma Pergunta, Sete Respostas

A Novo Meio responde as perguntas dos empresárias e gestores das pequenas e médias empresas do mercado de manutenção automotiva.

A pergunta mais comum e urgente desses dias tem sido feita também por empresários e gestores das pequenas e médias empresas do mercado de manutenção automotiva. Com a nova ordem das coisas em meio a negócios em completa reacomodação, que medidas devem ser tomadas e sob que prioridades?

Para essa pergunta o jornalismo da Novo Meio encontrou sete respostas, em verdade sete atitudes gerenciais para todos os dias, mas, sobretudo para a condução dos negócios nesses tempos de emergência:

  • Atenção ao Caixa

Essa é uma premissa vinda das cartilhas básicas para uma saudável administração dos negócios, mas que poucos pequenos e médios conseguem seguir. Portanto, daí sai o primeiro filtro para determinar sobrevivência nesses tempos de retração nas atividades econômicas. Muitas empresas são pegas completamente sem recursos, alavancadas, tomadas por compromissos e para essas só resta a alternativa de buscar reforço pela venda de estoques, adiamentos consentidos de pagamentos e através de créditos baratos cedidos mediante garantias reais. Já as empresas com boa situação financeira podem receber interessantes ofertas comerciais, o que as fazem trabalhar na identificação dessas reais oportunidades, ampliando suas vantagens competitivas, sempre mantendo o olho em bom volume financeiro disponível no caixa.

  • Corte de despesas

Eis uma disciplina urgente de administração sempre após uma abrupta retração no volume de negócios. Atividades que caem dois dígitos devem cortar em proporção ainda maior as despesas geradas para movimentar suas atividades. No entanto, as medidas de cortes não podem ser óbvias, como por exemplo pela eliminação de postos de trabalhos estratégicos ou de despesas que sacrifiquem a eficiência dos serviços ou a imagem da empresa. Readequação de custos é olhar clinicamente para cada despesa e ver como se pode subtraída sem prejuízo do bom funcionamento do negócio. Uma tarefa de inteligência e atitude onde emoção não entra.

  • Concessão de Crédito

Muito sensível em dias de riscos ampliados a gestão de créditos deve estar entre as prioridades absolutas da empresa, que necessita buscar meios alternativos para financiamento das suas vendas, que possam vir por exemplo da intermediação das operações comerciais por parte de agentes financiadores, o que pode se tornar a nova realidade dos negócios na cadeia produtiva do nosso setor.

  • Gestão de Pessoas

Esse é o patrimônio mais fundamental de qualquer empresa, a sua inteligência através das suas pessoas, o compromisso, o engajamento, a atitude dessa equipe à causa social do negócio, uma real comunhão entre pessoa jurídica e pessoas físicas, resultado de respeito absoluto entre pessoas, com afetividade e reconhecido vínculo entre os objetivos empresarias e profissionais, em uma clara relação de promessa pelo fim de levar adiante um propósito comum.

  • Relacionamento com Fornecedores e Clientes

Uma verdadeira aliança deve estar criada nas duas pontas dos negócios de um bom competidor antes que momentos instáveis, urgentes, vulneráveis se apresentem a desafiar as relações comerciais entre a empresa e seus clientes e fornecedores. É essa aliança que será reivindicada nas ocasiões de emergências comerciais como a desses dias. Somente uma verdadeira e mútua compreensão, em uma relação orientada por uma real reciprocidade, pelo amálgama do interesse comum, reunido desde um sentimento legítimo de compromisso entre as partes, vindo do entendimento claro dos envolvidos de que participam de um canal de negócios integrado, sustentado somente se forem genuínas as conformidades entre as pontas comerciais de uma cadeia produtiva pode fazer prosperar negócios.

  • Comunicação e Marketing

A primeira disciplina a ser deprimida quando o corte das despesas assume o status de urgência, e a última a recuperar sua posição de relevância, por isso, a que mais permite oportunidades aos que vão na contramão dessa obviedade. Continuar cuidando da imagem, da mensagem e da defasagem emocional que se instala nas relações entre consumidores e fornecedores em tempos de crise, aparece como a mais providencial medida para uma marca, um negócio, uma empresa nas suas relações institucionais com o meio em que abriga suas atividades comerciais. As grandes marcas ensinam todos os dias sobre esse comportamento nas principais mídias. São bancos e grandes grifes empresariais tratando dos seus públicos diretos e indiretos, aparecendo com mais destaque ainda quando todos os outros se escondem.

  • Criatividade e Paradigmas

É a hora mais fundamental para criar, para inovar, para instituir novos comportamentos comerciais e institucionais, hora de derrubar os muros, quebrar as barreiras, demolir os obstáculos reais e emocionais, legítimos ou arranjados, menores ou maiores, é hora de mudar, é hora de inventar, é hora de fazer o que já deveria ter sido feito, hora de entender que todas as coisas sempre estão prontas para serem mudadas e o tempo mais propício para essas transformações é sempre hoje, agora. Os dias dessa urgência só contribuem para isso, para derrubar os tempos da imobilidade de muitos, e acelerar os momentos das oportunidades de poucos, os criativos, os inovadores, os ousados, os pertinentes.

Assim responde jornalismo da Novo Meio a mais formulada pergunta dos dias corporativos. Que sejam esses sete pensamentos inspiradores para uma impetuosa revisão no comportamento deprimido de muitas empresas e profissionais desse Aftermarket Automotivo.

Os tempos de fazer o que nunca havíamos conseguido antes é sempre esse, agora. A sua empresa, os seus profissionais, fornecedores e clientes, a comunidade em que está envolvido o seu negócio, esperam por suas novas respostas.  

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