ROTA 45: Da capacitação com o Sebrae à certificação pelo IQA

Por Robson Breviglieri – Revista Sincopeças-SP
Luiz Sergio Alvarenga fala sobre o programa de capacitação, qualificação e certificação de Lojas de Autopeças e Oficinas Mecânicas, o Rota 45.

Luiz Sergio Alvarenga, diretor da Alvarenga Projetos Automotivos e conselheiro do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva, avalia que um programa de longo prazo como o ROTA 45 prevê todas as mudanças necessárias para a adequação de varejos e oficinas às futuras exigências do mercado e os consumidores.

“Capacitar e trabalhar um público de mais de 200 mil empresas é algo que realmente demanda um programa de longo prazo, com efeito viral contaminante muito forte e apoio das indústrias de autopeças, seguradoras, concessionárias, montadoras, enfim, toda cadeia de valor que tem grande interesse nessa base de varejistas e oficinas como impulsionador de negócios. Esses são os pilares e a essência do ROTA 45, e o único palpável do ponto de vista da acreditação porque envolvemos duas instituições muito acreditadas que são o Sebrae – focado na micro e pequena empresa, com vasta experiência e bem capilarizado inicialmente no Estado de São Paulo e depois pelo Brasil – e o IQA, organismo acreditado no setor automotivo e junto ao Inmetro, que vem coroar esse trabalho com começo, meio e fim. Dessa forma, começamos uma capacitação com o Sebrae e concluímos com a certificação do IQA. Assim, entregamos algo consistente à sociedade e à cadeia de valor, que vai conseguir encontrar empresas elegíveis para projetos de cooperação, redes de negócios e situações que movimentem comercialmente esse mercado de 100 bilhões de reais”, conclui Alvarenga.

O ROTA 45 visa a solucionar dificuldades enfrentadas pela reposição automotiva, tais como:

  • baixa competitividade das microempresas de reparação e varejistas de autopeças, que resulta na imagem junto aos consumidores;
  • risco de enfraquecimento de investimentos por parte da indústria e distribuidores devido às constantes devoluções/garantias de autopeças;
  • capacitação empresarial face às transformações da mobilidade, que precisa ser direcionada para esses novos tipos de consumidores;
  • risco de perda do acompanhamento no desenvolvimento de tecnologias que utilizam biocombustíveis e eletrônica, com impactos na cadeia produtiva.