Programa Abrafiltros recicla 20 milhões de filtros do óleo lubrificante automotivo

O programa Descarte Consciente Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais, desenvolvido inicialmente em 2012 para atender a legislação ambiental em São Paulo, foi implantado no Paraná em 2013, Espírito Santo em 2015 e, mais recentemente, em outubro de 2020, no Mato Grosso do Sul, chegando à expressiva marca de 20 milhões de filtros usados do óleo lubrificante automotivo reciclados, sempre em atendimento às legislações estaduais que incluíram os filtros na logística reversa.

Com as coletas realizadas em janeiro e contabilizadas recentemente no mês de fevereiro, o programa atingiu o montante de 20.355.661 filtros reciclados.

Na reciclagem, não há retorno direto para a cadeia de filtros e todos os custos envolvidos são de responsabilidade das empresas aderentes ao sistema. Marco Antônio Simon, gestor de projetos e responsável pela coordenação do programa, explica o funcionamento do sistema, que deve abarcar as fases de recolhimento, transporte, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos.

As coletas são realizadas principalmente em postos de combustíveis, oficinas mecânicas e concessionárias, conforme o número de empresas aderentes e as metas estabelecidas nos Termos de Compromisso estaduais, de maneira a manter a abrangência geográfica, viabilidade logística e econômica do sistema, que deve chegar a 262 municípios e tem previsão de reciclar 4,4 milhões filtros em 2021, o que denota o crescimento e a importância do programa Descarte Consciente Abrafiltros, que tem cumprido e sempre que possível, superado as metas estabelecidas pelo governo, mesmo com a pandemia da COVID-19.

O óleo lubrificante usado contaminado (OLUC) vai para rerrefino; os metais para as siderúrgicas, e os elementos filtrantes e demais materiais contaminados são destinados para coprocessamento e geração energética em cimenteiras, não havendo qualquer destinação de resíduos para aterros sanitários.

Segundo Marco Antônio Simon, gestor de projetos e responsável pela coordenação do programa, para 2021 novas regulamentações devem surgir, com aumento de exigências ambientais e fiscalizações, bem como solicitações de novas implantações de sistemas estaduais de logística reversa”, conclui Simon.