Por que a inteligência de dados é uma parceira de vendas das equipes de marketing?

Por Ricardo Fiovaranti*

Independentemente do porte ou do segmento, há uma característica que une todos os varejistas: a busca por aumentar as vendas. Afinal, esse é o objetivo principal de qualquer negócio. Vender mais significa ter receitas melhores e, consequentemente, aumentar a rentabilidade de toda a operação. Parece simples, mas elaborar uma estratégia de vendas é uma das tarefas mais complexas dos empreendedores. Isso porque, num cenário de transformação digital e intensa competitividade, é essencial contar com os melhores dados em mãos para tomar as melhores decisões. Mas como as equipes de marketing e de vendas podem aproveitar a inteligência de dados para impulsionar as conversões? Confira:

1 – Estabelecimento de indicadores reais

O primeiro passo para aumentar as vendas é saber, justamente, quantas transações a empresa consegue fazer por dia, semana e mês. Somente com essa percepção é possível entender se o desempenho está adequado, ou não, aos objetivos do negócio e quais metas são plausíveis de serem atingidas a curto, médio e longo prazo. A inteligência de dados possibilita a criação de indicadores reais, uma vez que é derivada do cruzamento de diferentes informações, como total de vendas e fluxo de consumidores.

2 – Conhecimento aprofundado do público

Com os canais digitais é possível obter algumas informações valiosas sobre potenciais consumidores, desde questões mais básicas como cadastro até possíveis interesses a partir da navegação. Mas esses dados contam apenas parte da história. Uma pessoa pode estar procurando determinado produto no computador de um colega. É preciso, portanto, validá-los dentro das lojas sempre que possível. Como? Monitorando os passos das pessoas no local, avaliando vitrines e produtos que normalmente atraem mais atenção. Assim, é possível criar campanhas direcionadas para estimular o portfólio.

3 – Avaliação de desempenho da loja

Vender mais não significa ter conhecimento apenas de seu público-alvo. Pelo contrário, é essencial descobrir o desempenho da própria loja para estabelecer as melhores estratégias. O índice de conversão e o total de transações, citado no primeiro tópico, é apenas um das análises inteligentes que precisam ser feitas. Os profissionais e gestores precisam ter na ponta da língua outras situações, como os pontos mais “quentes” do local, ou seja, as áreas mais visitadas, o trajeto normalmente feito pelos consumidores e até o tempo que cada pessoa leva para observar vitrines e gôndolas.

4 – Criação de novos produtos e serviços

Sim, a inteligência de dados pode definir até mesmo a necessidade de reformular o portfólio de produtos e serviços se for o caso. A partir do cruzamento de diferentes informações dos consumidores, do mercado em si e das lojas, é possível avaliar se os itens oferecidos pela empresa correspondem àquilo que as pessoas esperam e o segmento oferece. Em muitos casos, basta atualizar o catálogo de produtos e/ou fazer uma campanha de divulgação em cima dele para impactar positivamente as vendas de um negócio.

5 – Tomada de decisão mais rápida

Por fim, em um cenário de intensa competitividade a partir da transformação digital, as melhores estratégias de vendas são as planejadas e executadas de forma rápida e eficiente. Não há mais espaço para hesitação: quem vacilar e esperar para tomar medidas ficará para trás da concorrência. Entretanto, decisões rápidas sempre representam risco. Para minimizá-lo, é essencial contar com dados inteligentes que possibilitam, até mesmo, eventual correção de rota na estratégia caso algo dê errado.

*Ricardo Fiovaranti é CEO da FX Data Intelligence, empresa especialista em visão computacional dirigida por IA, fornecendo insights estratégicos para o varejo.