Mais carros nas ruas: cresce venda de combustíveis

O volume de vendas de combustíveis é um dos indicadores mais fieis para avaliar a circulação da frota que, por sua vez, é determinante para a recuperação dos negócios no mercado de manutenção veicular.

De acordo com números divulgados nesta quarta-feira, 1º de julho, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em maio, o segundo mês com a vigência de políticas de isolamento social ao longo de todo o período, o volume total de vendas pelas distribuidoras de gasolina C foi de 2,5 milhões de m³, que corresponde a uma queda de 20,40% nas vendas do combustível em relação ao mesmo mês do ano passado.

O dado mais importante, no entanto, é a comparação com o mês imediatamente anterior. E, neste caso, houve crescimento de 9,31% nas vendas de gasolina de abril para maio de 2020. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as vendas de gasolina C apresentaram queda de 11,57% sobre o verificado no mesmo período de 2019.

A comparação mensal por regiões registrou altas de (14,21%) no Sul, (11,99%) no Centro-Oeste, (10,93%) no Sudeste, (3,88%) no Norte e (2,46%) no Nordeste.

Os índices comprovam a queda no isolamento social e o consequente crescimento dos veículos em circulação pelo País.

Em relação ao etanol, o volume total comercializado pelas distribuidoras caiu 32,13% em comparação com maio de 2019. Na comparação com abril de 2020, houve alta de 5,00% nas vendas do biocombustível. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2020, o volume total comercializado caiu 15,53% em relação ao mesmo período de 2019.

Ao contrário do que ocorreu com a gasolina, o gráfico da comercialização de álcool em maio sobre abril apresentou queda em duas regiões: 5,54% no Nordeste e 5,46% no Sul. Nas demais, alta de 7,9% no Centro-Oeste, 6,53% no Sudeste, e 1,26% na região Norte do país.

Finalmente, a comercialização do diesel pelas distribuidoras caiu 9,10% na comparação com maio de 19 e subiu 8,88% em relação a abril último. Na desagregação regional, o volume comercializado de diesel em maio na comparação com abril apresentou alta em todas as regiões: 15,99% no Centro-Oeste, 8,21 no Nordeste, 5,08 no Norte, 9,57 no Sudeste e 5,89% no Sul.

Outro indicador que confirma o crescimento na circulação de veículos foi divulgado pela da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias. O índice ABCR, que mede o fluxo pedagiado de veículos no país, registrou queda de 34,2% em maio de 2020 na comparação com maio de 2019, com recuos de 40,9% no fluxo de veículos leves e 15,0% nos pesados. Na comparação com abril de 2020, a que mais importa neste momento, a alta no índice de fluxo total foi de 22,1%, com elevação de 28,7% para os veículos leves e de 9,2% para os de veículos pesados.

Em Nota, a ABCR destaca que “ainda são evidentes os efeitos da pandemia sobre o fluxo de veículos nas praças pedagiadas”; que “a redução na circulação de leves é mais intensa que de pesados”; e que “os dados evidenciam a redução do índice geral de isolamento social”.