Indústria e Universidade se unem para desenvolver setor automotivo

Jornal da USP

A Escola Politécnica da USP (Poli) está fechando parceria com uma nova empresa de tecnologia voltada ao desenvolvimento de soluções inovadoras na área automotiva. Chamada de Poli-USP Powertrain, a iniciativa conecta a indústria com a academia e faz parte da Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação  (Embrapii) que compõe o programa Rota 2020 do governo federal, no qual indústrias contribuem financeiramente com pesquisas no setor automotivo para o Brasil.

“Estamos nos colocando como polo para desenvolver melhorias de motores de combustão interna que vão estar presentes ainda durante um tempo no Brasil”, destaca, em entrevista ao Jornal da USP 1ª Edição, o professor Agenor Fleury, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli. Ele relembra a tecnologia Flex Fuel, uma solução brasileira adotada por muitos fabricantes nacionais que teve seu início na Cidade Universitária.

As inovações na área automotiva também incluem adaptação aos automóveis elétricos. Mas o professor acredita que a solução híbrida (aquela que funciona com motor de combustão interna e motor elétrico) ainda vai perdurar por um bom tempo. “Talvez a solução da mobilidade elétrica seja extremamente interessante para a Europa. Mas, para o Brasil, a coisa é completamente diferente. Por quê? Porque nós temos etanol”, uma “solução ambientalmente muito boa”.

“O projeto de pesquisa não atende só às grandes montadoras, muito pelo contrário”, diz. O projeto da Embrapii pode financiar também projetos para empresas pequenas relacionados às três linhas de trabalho principais: motores (qualquer tipo de motor de combustão interna), trem de potência — ou seja, tudo aquilo responsável pelo movimento do veículo e que possa otimizar os processos de conversão de energia — e, por fim, os sistemas inteligentes ligados ao trem de potência, como, por exemplo, os sistemas de controle de gerenciamento do motor.