Financiamento de veículos avança perto de 8% em maio

AutoIndústria e Correio do Brasil

Dados consolidados pela B3, operadora do Sistema Nacional de Gravames, no mês passado, os financiamentos de automóveis, motocicletas e veículos pesados somaram 504 mil unidades, volume 7,8% superior ao apurado em abril, quando 467 mil unidades foram vendidas a prazo. Do total, 344 mil representaram os usados, em alta de 10,8% e participação de 68,2% nos negócios. Já as vendas de novos contabilizaram 160 mil unidades, crescimento de 2,2% sobre abril, com registro de 156 mil veículos.

Na comparação com maio do ano passado, período computou 268 mil unidades financiadas, o crescimento bate nos 88%. Mas cabe lembrar que na ocasião o País atravessa fase aguda da pandemia, o que arrefeceu o mercado.

Apenas no segmento dos chamados autoleves, 386 mil unidades foram adquiridas a prazo em maio, expansão de 9,1% sobre as 354 mil transações registradas em abril. Os usados participaram com 312 unidades, alta de 11,4%, e os novos, com 74 mil, volume do mesmo patamar do mês anterior.

Diferentemente de automóveis, as motocicletas 0 km são as que têm maior participação nos financiamentos do segmento. No mês passado, as 90 mil unidades negociadas a crédito – volume 2,8% superior ao de abril -, 71 mil foram de produtos novos, resultado que representou alta de 2,8% em relação às 69 mil unidades financiadas em abril.

Na seara que reúne os veículos pesados, os financiamentos de maio ultrapassaram 27 mil unidades ante 25 mil registradas em abril, uma variação positiva de 8,4%. Do total, 12 mil unidades representaram veículos usados e 13 mil de novos, crescimentos de 5,7% e 10,9%, respectivamente.

No acumulado até maio, os financiamentos de veículos cresceram 24,4% em relação aos mesmos cinco primeiros meses de ano passado, de 1,9 milhão de transações para 2,3 milhões. No período, as vendas a prazo de usados somaram 1,6 milhão de unidades, em alta de 30,2%, e as novos superaram 717 mil unidades, 12,7% maior.

O crescimento acima da média dos financiamentos de imóveis e veículos, nos últimos anos, estimulados principalmente pela queda da taxa básica de juros (Selic), que barateou as linhas de crédito, passa a preocupar o Banco Central. Segundo a ata da reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) da autoridade monetária, divulgada nesta terça-feira, “merece atenção”, diz o documento. A ata afirma que os bancos aumentaram o apetite por crédito com maior risco de calote.