Em SP, setor varejista pede revisão das restrições e cobra maior fiscalização

Jovem Pan

O setor varejista reagiu à prorrogação da fase de transição no Estado de São Paulo. Empresários do segmento esperam que o governo de João Doria possa reverter a ampliação da etapa sanitária, que restringe o horário de atendimento do comércio. Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo, entende a cautela do governo diante do agravamento da doença, mas ressalta que a restrição de horário pode gerar mais aglomerações. “Quanto maior for o horário de atendimento do comércio e o espaço que ele possa utilizar, melhor ele pode atender o consumidor e menor o risco de aglomeração”, pontuou. Os comerciantes argumentam que o varejo não é o principal foco de transmissão da Covid-19 e pedem que as autoridades ampliem a fiscalização de festas clandestinas.

Marcel Solimeo afirma que um horário mais flexível para atendimento seria melhor tanto para o setor quanto para os consumidores. “Isso só prejudica tanto o comércio, como o consumidor, sem nenhum aumento da segurança, pelo contrário. Com uma área mais ampla, o consumidor seria melhor atendido e com menor possibilidade de contaminação”, opinou. Com o agravamento da pandemia no país, o varejo ainda encara os reflexos do endurecimento das medidas restritivas de combate ao coronavírus. Apesar desse cenário, o setor apresentou um crescimento maior do que o esperado em abril e teve a maior alta para o mês em 21 anos. A expectativa de alta nas vendas era de 19,8%, mas os indicadores chegaram a 23,8%.