Autonor 2021: realização da feira presencial assemelha-se à circulação de pessoas em um shopping center

Lucas Torres

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Em conversa com a reportagem do Novo Varejo, a gerente executiva da Autonor, Bruna Tenório Miranda disse estar confiante que o protocolo já aprovado pelo governo pernambucano será suficiente para garantir a segurança de todos os participantes. Segundo ela, esse protocolo se assemelha bastante ao adotado nos shoppings centers da região e consiste em medidas como medição de temperatura, uso contínuo da máscara de proteção, disponibilização de álcool em gel em todos os stands e distanciamento adequado com demarcações no piso. “O mercado está apto e pronto para participar de uma feira. Da mesma forma que um profissional do setor vai ao shopping center ou ao supermercado, irá participar da feira, seguindo todas as normas de segurança e cuidados com a saúde”, analisou Bruna Tenório. Para reforçar seu ponto de vista, a gerente executiva da Feira de Tecnologia Automotiva do Nordeste destacou a vontade e confiança de um mercado que praticamente não parou – seguindo, inclusive, com ações de campo – como fator propulsor para a realização da feira marcada para o período de 15 a 18 de setembro

Novo Varejo – Desde o início da pandemia, os eventos do setor automotivo passaram a adotar um modelo remoto. De lá para cá, pouca coisa mudou em relação ao estágio da crise sanitária do país. O que dá confiança para a organização da Autonor de que será possível realizar o evento de maneira presencial no próximo mês de setembro?

Bruna Tenório – Primeiramente, a modalidade de eventos virtuais emplacou em determinado momento no Brasil e, de fato, o que na verdade já era tendência, vem acrescentando uma nova modalidade aos eventos. Apesar disso, em feiras de negócios, o virtual não consegue substituir a essência de uma feira presencial, especialmente em autopeças. A feira envolve relacionamento, contato entre as pessoas, clientes com a possibilidade de contatar fábricas, indústrias apresentando seus produtos diretamente aos aplicadores e balconistas. Além disso, no caso da Autonor, há o envolvimento de toda a região Nordeste, que marca presença na feira. Sendo assim, ratificamos que a essência da nossa feira é garantir networking e negócios com segurança e seguindo todos os protocolos de saúde necessários para o momento que vivemos.

NV – O que será mais importante para garantir um evento seguro e bem sucedido daqui a pouco mais de 100 dias: a melhora dos índices nacionais ou a efetividade dos protocolos de segurança estabelecidos pela organização da Autonor?

BT – A preocupação da Autonor em todo o momento é a segurança dos visitantes, expositores e os trabalhadores envolvidos na feira de uma forma geral. O protocolo que adotaremos em Pernambuco, já aprovado inclusive pelo Governo Estadual, é similar ao dos shopping centers: medição da temperatura, uso contínuo da máscara de proteção, disponibilização de álcool em gel em todos os stands, distanciamento adequado com demarcações no piso, entre outras medidas. Endossando a pergunta feita, a necessidade de efetivação da feira se deu exatamente pela melhor qualidade da segurança e atendendo a solicitação de todo o mercado no Norte e Nordeste, principalmente dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, que representam cerca de 90% dos profissionais que visitam a Autonor

NV – Gostaria que você elencasse algumas das questões que diferenciarão a edição de 2021 da feira em relação a 2019, quando a pandemia ainda não era realidade no país.

BT – Na última edição da Autonor já contamos com mais de 90% do público realizando cadastro online. Agora vamos trabalhar para ter 100%, reduzindo filas e favorecendo o acesso ao evento. Vamos trabalhar com distanciamento de 1,5 metro em filas, utilização de máscaras por todos, aferição de temperatura, totens com álcool em gel, entre outras medidas que vão favorecer a preservação da saúde. Nosso objetivo é garantir a segurança de todos que estarão conosco durante o evento. Com certeza, fará grande diferença para cada expositor e visitante estar presente na feira. O contato presencial, olho no olho, hoje, mais do que nunca, virou um bem muito precioso. Somos humanos, precisamos sentir as pessoas, nossas relações são construídas com esse fundamento, e a feira é o momento único para preencher a lacuna que o virtual nos deixa.

NV – Além dos efeitos práticos de transmissibilidade e adoecimento de cidadãos, a pandemia também tem afetado a confiança e o conforto da população para se locomover em diferentes áreas, ainda que os protocolos de segurança sejam os melhores possíveis. Como você tem observado as sinalizações do mercado quanto ao desejo de comparecer à feira?

BT – O mercado tem mostrado uma vontade muito grande de participar, tanto expositores, quanto visitantes. Percebemos interesse e, mais do que isso, necessidade de realização da feira. As fábricas de pequeno, médio e grande portes continuam com seu trabalho em campo, ou seja, as equipes estão visitando o mercado, visitam distribuidores, lojas e oficinas. O trabalho não parou, houve redução em alguns momentos, e com a vacinação estão sendo retomados de forma crescente. O mercado está apto e pronto para participar de uma feira.

NV – Você acredita ser possível replicar o networking e a realização de negócios, objetivo principal das feiras de autopeças, em eventos remotos?

BT – O modelo remoto pode ser aplicado de forma eficaz, mas não de forma a substituir a possiblidade de um cliente tocar no produto, concretizar negócios e relacionamentos. Para treinamentos e palestras, pode ser aplicado de modo assertivo, como, também, tem sido amplamente utilizado em reuniões, por exemplo. Porém, em termos de networking, demonstração, divulgação de lançamentos e solidificação de marcas, nada substituirá o presencial nesse segmento. A degustação do consumidor em relação ao produto, a possibilidade de questionar, entender, não será substituída. O remoto vem a somar nesse processo, mas não para substituir o presencial.

NV – Que importância tem a Autonor para a reposição automotiva do Nordeste e quanto ela consegue movimentar o mercado nacionalmente?

BT – Quem participou da última Autonor entendeu a importância dessa feira para o segmento. A Autonor já é um ícone de Pernambuco, e uma referência de feira nacional, sendo a maior feira regional do Brasil. Aproxima estados e cidades pela localização estratégica de Pernambuco, sendo a capital logística do Nordeste, uma vez que estamos equidistantes da Bahia e do Ceará. Trabalhamos para receber um público extremamente qualificado durante os quatro dias de realização, movimentando milhões de reais em todo o setor. A Autonor, hoje, não é de Recife e Olinda, é um evento regional, de todo o Nordeste, com grande força Nacional. A chegada de indústrias automotivas tem transformado Pernambuco, cada vez mais, em um grande polo para o setor.

NV – Qual é o planejamento para a logística de hospedagem?

BT – Esse é um dos pontos fortes da Autonor. Em todas as edições, realizamos convênios com hotéis, agências de viagens, restaurantes, sempre visando atender da melhor forma os nossos expositores e  visitantes.