A urgência na educação para a higiene

Com a crise sanitária, lavar as mãos virou um ato fundamental.
Por Luiz Marins*

Todos os anos estamos às voltas com epidemias e surtos de gripe vindas de todos os cantos da terra. E com a facilidade de deslocamento nenhum país está livre do contágio e nenhuma pessoa pode se considerar inatingível.

Pouco podemos fazer como indivíduos, a não ser tomar as precauções que nos são indicadas pelas autoridades sanitárias. Em todos os casos, sem exceção, a maior de todas as recomendações é higienizar as mãos, ou seja, lava-las de forma correta, um hábito simples e dos mais eficazes contra qualquer doença.

Usamos as mãos praticamente para tudo que fazemos e a pele é um reservatório de microrganismos. Por meio do contato direto (pele com pele) ou indireto (toque em objetos e superfícies contaminadas), esses microrganismos podem se transferir de uma superfície para outra. As mãos são um veículo eficiente para a transmissão de infecções e bactérias. Lavar bem as mãos ou usar álcool gel quase sempre tem a mesma eficácia.

Em nosso dia a dia, há várias situações em que a higienização de mãos é obrigatória: antes, durante e depois do preparo de qualquer alimento; antes de tocar em qualquer coisa que vá à boca; antes e depois de pegar numa pessoa doente; depois de coçar ou assoar o nariz; antes e depois das refeições; antes e depois de tratar algum machucado ou ferimento; depois de tocar, alimentar ou limpar um animal; depois de manipular a comida ou objetos de seu gato ou cachorro e depois de tocar no lixo, isso sem falar, é claro, após ir ao banheiro.

Lavar bem as mãos é tão importante que os cientistas afirmam que mais da metade das infecções hospitalares seriam evitadas se esse hábito fosse seriamente obedecido. Assim, é urgente que as famílias, as escolas em todos os níveis, as empresas e organizações em geral façam uma grande campanha de educação para a higiene, conscientizando e mesmo obrigando seus familiares, alunos e colaboradores a reaprender hábitos de higiene, principalmente, o de lavar bem as mãos em todas as circunstâncias recomendadas.

Só assim estaremos, de fato, combatendo epidemias atuais ou futuras e teremos um país mais saudável. Lave as mãos! Pense nisso. Sucesso!

* Antropólogo e consultor (marins.com.br)