Sindipeças aponta quatro vias de ruptura no setor automotivo

Por Claudio Milan

O assunto mais presente nos eventos do setor automotivo é o cenário disruptivo que vem pela frente – em certos casos, o processo já está em curso, como o compartilhamento, por exemplo.

Na visão do Sindipeças, são quatro as principais vias de ruptura no setor automotivo, conforme apresentado por Dan Ioschpe no Fórum IQA da Qualidade automotiva:

1 – CONSUMIDOR: não propriedade do veículo; compartilhamento; autonomia.

2 – ARQUITETURA: elétrico; híbrido; autonomia.

3 – PROCESSO: manufatura 4.0.

4 – BRASIL: Rota 2030; inserção competitiva.

Em relação ao consumidor, Dan Ioschpe avaliou que a não propriedade do veículo – tendência em pleno curso decorrente do compartilhamento – pode afetar muito, inclusive em volumes de forma significativa. Já no que se refere à adequação do setor fabril, área de atuação direta do Sindipeças, Ioschpe prega a devida adequação aos conceitos da indústria 4.0. “Aqueles que conseguirem aumentar o uptime das suas maquinas e que conseguirem reduzir os defeitos durante o processo vão ganhar competitividade de forma acentuada em relação aos demais. E vamos retirar do mercado aqueles que não caminharem nessa direção. Como essas tecnologias estão muito disponíveis e facilmente acessáveis, a nossa obrigação é chamar a atenção para que não deixem para a última hora e sim comecem desde já. O importante é que se faça na direção correta com aquilo que se faz de mais moderno e sofisticado à nossa disposição”.

Hoje, o Brasil representa 3% da produção mundial de cerca de 92 milhões de veículos e 2,6% das vendas. Num ambiente de integração, reforçado pelos futuros acordos comerciais, o cenário disruptivo tende a ser acelerado. “Aí estão o desafio e a oportunidade. Nesse ambiente de integração, o que nós representamos é 3%. Ou gente olha isso pelo lado da oportunidade ou a gente apensa se assusta. A nossa opção é olhar para a oportunidade. E para isso nós temos que nos capacitar porque há um universo de cerca de 92 milhões de veículos muito parecidos com os que a gente faz aqui em vários quesitos e estão à disposição da indústria de autopeças e, obviamente, da indústria automotiva em geral”, pregou Dan Ioschpe.