SEBRAE esclarece dúvida de varejista sobre gestão de estoque

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Proprietário da JB Autopeças, João Gonçalves enviou sua pergunta ao ‘Canal Sebrae de Consultoria’ e teve as dúvidas esclarecidas pela gerente regional do Sebrae-SP, Michelle Santos. Seja você o próximo!

Por Lucas Torres ([email protected])

Quando se trata de loja física, o estoque de produtos é fundamental para que clientes que compareçam ao estabelecimento em busca de determinado item não saiam de lá decepcionados por não encontrá-lo e passem, por consequência, a procurar o produto nos varejos concorrentes.

Para que não ocorram prejuízos devido a excesso de produto de baixa rotatividade, armazenamento de itens em locais inadequados ou até extravios, no entanto, é necessária a adoção de processos sistematizados que possam garantir a eficiência operacional do estoque.

É o que afirmou a gerente regional do Sebrae-SP, Michelle Santos, ao ser questionada pelo varejista João Gonçalves, da JB Autopeças, situada na capital paulista. O empresário enviou suas dúvidas à redação do Novo Varejo e tem agora as questões respondidas na segunda edição do ‘Canal Sebrae de Consultoria’ – espaço editorial em que colocamos os empresários do comércio de autopeças em contato direto com os consultores de um dos braços do ‘Sistema S’.

Além da gestão do estoque propriamente dita, a edição de julho da série aborda a documentação, o rastreamento e o acompanhamento do processo de envio/devolução ao fornecedor de peças de garantia.

Gostou da série? Tenha você também sua dúvida respondida por um consultor do Sebrae enviando sua pergunta para nossa redação no endereço eletrônico – [email protected] ou para os canais listados abaixo. Não perca essa oportunidade. É grátis.

João Gonçalves – Tenho dúvidas sobre o controle de estoque. Como criar e fazer com que os funcionários sigam um processo organizado, documentando todo o movimento do produto até o consumidor?

Michelle Santos – Existem processos que são básicos e fundamentais para a gestão de estoque. São eles: identificação dos produtos, identificação do local de armazenamento dos produtos, controle de entrada dos produtos, controle de saída dos produtos. Para esta atividade, o ideal é um sistema que gerencia isso tudo, ou se ainda for necessário, implementar controles manuais, o importante é ter esse controle e um indicador que mostra o estoque atual de cada produto e que a informação seja coerente com o físico no estoque. Para processos inseguros, recomendamos conferencias periódicas por amostragem.

Além dos processos básicos, recomendamos dois indicadores fundamentais: estoque mínimo e giro de estoque. O estoque mínimo é calculado baseado no histórico de saídas dos produtos e tempo de reposição pelo fornecedor e a média disso, apontando o momento de repor para que o cliente sempre tenha o produto. Já o giro de estoque é o indicador que informa quais produtos tem mais saída e os que estão perdendo validade e podem ser estrategicamente promovidos.

Para implementar esses processos, procure o Sebrae-SP mais próximo, pois com consultorias na sua empresa é possível analisar detalhadamente o processo, a infraestrutura disponível e o melhor jeito de estabelecer os controles do seu estoque.

João Gonçalves – Outra questão, quando um produto volta e garantia – como documentar esse produto e rastreá-lo primeiramente no estoque – para que não fique constando e, depois, como acompanhar o processo de envio/devolução ao fornecedor?

Michelle Santos – As garantias que são entregues ao cliente são as garantias do fornecedor. Quando é procedente a devolução, deve-se rastrear pela nota fiscal emitida para o cliente e a recebida pelo fornecedor detectando o lote ou datas de fabricação. Geralmente essas práticas são documentas em formulários nomeados como “controle de produto não-conforme” e são abertos/emitidos/preenchidos com todas as informações e somente são encerrados quando o cliente é informado sobre a devolução e ressarcido conforme política interna da empresa.

Desta forma, este formulário funciona como um “dispositivo de follow up” para acompanhar o processo de devolução ao fornecedor e monitorar o retorno até a conclusão do cliente, bem como, dar mais informações sobre a qualificação dos fornecedores credenciados pela sua empresa, quando houver reincidências periódicas.

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