Política econômica anima varejistas

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                                                                              Especialistas em varejo estão otimistas com o Brasil

Em meio a crises e denúncias, em pouco mais de um ano o governo de Michel Temer parece ter acertado numa questão fundamental: construir uma política econômica que inspire confiança e aprovação no empresariado brasileiro. Tal acerto se refletiu em cada um dos mais de 20 painéis do LATAM Retail Show.

Presidente do Walmart Brasil, Flávio Cotini reverenciou com entusiasmo a queda de sete pontos percentuais da inflação no último ano e meio, a aprovação da reforma trabalhista e a aprovação da PEC dos gastos públicos. “Estamos no caminho certo. Tudo isso somado a uma simplificação tributária, que eu tenho certeza que virá, dará mais competitividade ao setor varejista. O que é bom para o Brasil, é bom para o varejo”.

A visão de Cotini foi prontamente corroborada por um não-varejista. Executivo do mercado financeiro, o presidente da Mastercard, João Pedro Paro, projetou que, em comparação com os últimos três anos, 2017 será de longe o melhor ano para o varejo. “Saímos da crise! Quando a gente vem em uma baixa tão grande, o crescimento consistente se torna muito nítido. É o que estamos vivenciando nesse momento”, colocou.

Um dos empresários brasileiros mais engajados quando o tema é política econômica, o ex-deputado federal e presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, destacou que o hiato de 2015 e 2016 não passou de um soluço na era do varejo, iniciada, segundo ele, por volta de 2004. “Estão claros os sinais da retomada e está claro que ela virá pelo consumo, tal como foi na década de 2000. Na Riachuelo, tivemos em 2017 o melhor primeiro semestre nos últimos 70 anos”.

Durante o evento, Abílio Diniz, ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar, e João Dória, prefeito de São Paulo, enfatizaram que é o momento de o varejista ser mais otimista e colher os frutos da estruturação feita para que pudessem sobreviver à crise. “É hora de ser otimista. Até porque saímos da crise muito mais preparados, pelo fato de os empresários brasileiros terem feito uma grande reestruturação em suas gestões. Quem não o fez, não sobreviveu”, exclamou Dória.