Consultoria Sebrae: Inserção dos funcionários na cultura da empresa

Por Lucas Torres

Estamos vivendo uma era de valorização de um comportamento empresarial ‘quase-obsessivo’ em que o empreendedor é orientado a acordar todos os dias às 5 horas da manhã e a pensar e respirar o seu negócio 24 horas por dia, sete dias da semana.

No caso de empresas com múltiplos colaboradores, no entanto, o sucesso ou o fracasso do empreendimento está também muito mais ligado à capacidade dos donos e gestores gerarem um alto nível de comprometimento de seu quadro de funcionários.

Se os vendedores de um varejo, por exemplo, adotam uma postura passiva – atuando como atendentes no lugar de promotores de venda –, a empresa, por mais ‘redonda’ que esteja nos aspectos gerenciais, falhará em executar aquilo que é sua atividade fim: vender produtos.

Sabedores desse cenário, empresários como Marcos Santana, proprietário da Centro Car, de Recife (PE), têm quebrado a cabeça para encontrar formas de fazer com que seus colaboradores estejam devidamente inseridos na cultura da empresa.

A fim de auxilia-los nessa tarefa, convidamos o consultor Maurício Hiromi Matsumoto, do Sebrae-SP, para dissertar sobre o tema em mais uma edição da série ‘Canal Sebrae de Consultoria’, que coloca varejistas em linha direta de comunicação com o principal órgão de consultoria empresarial do país.

Salientamos que a série só responderá questões relacionadas às dores mais significativas do varejo de reposição. Para isso, é fundamental que os players do setor nos ajudem a identifica-las. Contribua enviando sua pergunta para nossa redação no endereço eletrônico [email protected]

Marcos Santana – Centro Car de Recife (PE)

Que estratégias devemos adotar para alinhar os objetivos pessoais dos colaboradores à visão de futuro da empresa?

Maurício Hiromi Matsumoto, consultor do Sebrae-SP

Mediante aos fatores de mudança pelos quais todos estamos sendo influenciados e impactados, é natural que os modelos de negócios sofram transformação e muitas vezes ruptura. Exemplos não faltam: Uber, AirBnb, Mercado Livre, Nubank, Netflix etc.

Para que o negócio não fique ultrapassado, ou seja, engolido pelos novos modelos é necessário estar cada vez mais atento ao comportamento do time. Afinal as empresas são constituídas por pessoas, e são essas pessoas que irão impulsionar a empresa para o sucesso ou para o fracasso. Neste contexto surgem expressões cada vez mais presentes e necessárias ao bom desempenho das equipes de trabalho: Propósito e Engajamento.

Propósito é a razão de se dedicar, estudar, planejar, trabalhar, se relacionar, se esforçar, defender, agir, reagir, enfim é aquilo que move e faz sentido para as pessoas. Para as empresas é o motivo pelo qual foram criadas e que cada vez mais está sendo utilizado como um elo de atração e conexão com o seu público alvo.

Engajamento é o alinhamento, envolvimento, empenho e dedicação das pessoas com um propósito pelo qual elas acreditam dentro ou fora da empresa.

Alinhar os objetivos pessoais à visão de futuro da empresa é um fator muito importante, porém complexo e desafiador. Não raro as empresas são compostas de vários perfis de profissionais e cada um em momentos e fases diferentes. Tome como exemplo um funcionário jovem, formado e recém-casado que busca a construção de patrimônio e reconhecimento profissional (ascensão rápida na carreira). E um outro profissional com muito mais idade e experiência, estabilizado, prestes a se aposentar e que ocupa o último degrau de um cargo operacional.

Para que cada vez mais a empresa tenha equipes alinhadas e engajadas recomendo:

1) A Visão tem que ser muito clara, declarada e comunicada a todos. Ela não pode ficar apenas no discurso, tem que ser praticada através das ações que foram definidas no Planejamento Estratégico da empresa;

2) Ter um processo muito bem implantado de Gestão de Pessoas, principalmente na seleção dos profissionais;

3) Que o empresário ou o gestor conheçam o perfil, o grau de maturidade e os objetivos de cada um para que possam maximizar o desempenho e conquistar os resultados;

4) Ter ciência de como a empresa pode contribuir ou não com os objetivos de cada colaborador para evitar a frustração e desmotivação;

5) Monitorar e acompanhar o desempenho de cada um, sempre orientando e propondo alternativas em consenso;

6) Recorrer ao escritório do Sebrae mais próximo se necessário.

Não existe uma única estratégia quando se trata de pessoas.

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